sábado, março 07, 2009

Dançando com a solidão

Skyline Residence - Belzberg Architects

Não se conquista,
invade-nos,
no meio da múltidão
ou no meio do casarão
dançamos com a memória
ou com a solidão.
no deserto ou na praia
o paradoxo reside na paixão

Entretanto surge a dimensão,
espaço de uma varanda infinita
ou do recanto mais infímo.

Somos levados ao cinema das nossas
ideias tela da nossa imaginação.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

O Lago


Gota a gota o lago vai recebendo a dádiva do ceú.
As gotas comos os dias são todas iguais e todas diferentes
O Sol ou a sua ausência transformam
as gotas e os dias ora de ouro ora de prata.
O lago é acordado pelas gotas que em circulos perfeitos desenham o som concêntrico.

Rodeado de terra
é comprimido até aos dias de tempestade em que zangado trás consigo os designios do dilúvio, chuva e vento, arrefece e gela ficando duro e frio até ao ventre da própria terra. A vida no lago contínua ... dentro e fora.

Debaixo do seu manto as algas
dão guarida aos peixes que no Inverno hibernam até ao acordar da Primavera.

No ar o lago também tem vida. Todas as manhãs é despertado pelo denso nevoeiro que se evapora com o vôo raso dos pássaros aquecido pelo astro do dia. o Lago da vida sorria ...

gota a gota,


dia após dia.

domingo, fevereiro 08, 2009

A vida não é um desporto de espectadores


porque viver é mais do que existir.


video

domingo, fevereiro 01, 2009

Homem de ninguém


Sim sou um homem de ninguém,

tenho o vento por sentido e a lua por amante,

a vida essa ao contrário do que pensas é vivida no fundo de uma estrada sem fim,

há sempre mais a alcançar, a viver.

Não roubo amor porque o sinto, roubo a alma.

Vou para lá do sentir, do tocar ...do continuar.

Não quero compaixão ... apenas te digo que caio, bato em dias de tempestade com a alma no lama

e sinto ... o cheiro da terra, ... do ventre da mulher que anseio novamente.

Conheço o teu desespero ... quando olhas o mar

e vens até mim em sentidos ocultos pelas brumas do amanhecer.

Sim sou um homem de ninguém ...

mas todos os dias vou renascer.



domingo, janeiro 18, 2009

Já não sei escrever


O Mundo revelou-se medíocre
depois de tudo aprender e de tudo saber,
no Mundo o conhecimento
fica esquecido
,

(como uma ponte que termina sem alcançar a outra margem, afunda)
é a esperteza que vence até ser
auto-derrotada e aí retorna a bonança aos
tempos de esperança.


(para regressar depois de passar sob o mar )
Vou esquecer o que conheci até não me lembrar
mais de ...
Já não sei escrever.

sábado, novembro 15, 2008

Medo Global


Todos andam com medo ...de que o
dinheiro, agora digital ...desapareça, a sublimação pode ser
parcial ou mesmo total.

O medo supremo dos Governos, grupos governamentais G7, 9 ...20
todos receiam que as estrelas do capitalismo ...as OFFFF...SSShores
subitamente façam desaparecer, façam OFF ao suporte desta Economia
o dinheiro digital.

Os administradores, banqueiros, financeiros todos andam em pânico sobre
o controle, a regulação da economia.

Já havia uns desvios que os bancos nunca reconheciam, após o desfalque
no banco Francês o alerta foi dado, surgiu o subprime, as "brincadeiras"
dos investidores com os mercados das matérias primas, as oscilações nestes mercados
têm impactos à escala global bem acima dos mercados de valores.



A bolha rebentou também por cá no BCP, no BPN e outras irão aparecer ...
tudo depende da evolução em 2009, ao que parece ainda ninguém sabe
quão fundo é fundo.

É nestas crises que vemos quem é quem ... e
há males que vêem por bem.

Um pequeno exemplo (poderíamos falar de muitos outros).

O preço dos combustíveis ... quem lucra ?

Refinadoras, retalhistas e o governo.

Porque não baixam o preço, os impostos ... porque em crise

os investimentos têm de ser feitos, dizem eles. À custa de quem ?

Exactamente de todos nós enquanto quem governa, fá-lo à custa de quem ?

A resposta é igual.

Daqui até Outubro temos um longo caminho a percorrer, lembrando

que ainda temos

ABril.

sexta-feira, outubro 31, 2008

O som da velocidade



Para onde vais ?

Percorrendo caminhos infinitos em ciclos eruditos ficamos sempre aquém do mais além.

Vais conduzindo ou deixas-te conduzir ?

Até onde queres ir ?

Será a sorrir ou vais mesmo desistir ?

Será que o som é para ouvir ou para sentir ?

Este que ouves foi feito para perceberes que o som erudito pode ser integrado com

o som da velocidade,


a mecânica e a orquestra.

Há coisas que não se explicam ou entendes ou nunca lá chegarás …