sexta-feira, janeiro 07, 2005

Hibernar



Há alturas na vida em que tudo
parece perdido,
sem solução,
problemas em catadupa,
a razão magoa o sentimento,
o sentimento turva a razão,
o destino toma-se dono de si próprio,
caminho ao vento para lado nenhum,
alma perdida, fustigada pela dor, pelo desalento,
em que tudo, até o tempo convida a hibernar
reduzir a temperatura do corpo, as batidas do coração, escutar a respiração compassada cada vez menos interessada em continuar, pensamento no vazio, estado de letargia total,
parar ...
Talvez um dia ... o tempo passa e a diferença entre dois seres humanos mede-se também pela capacidade de reação ao desalento, uns (como muitos) baixam os braços, outros (como poucos) continuam a sua caminhada, conceitos diferentes de verticalidade e horizontalidade,

duas vidas, duas almas ...

dois destinos.

12 Comments:

Blogger maria santos said...

Sem saberes amigo, escreveste este post a descrever o que sinto, a contar o que se passa...hoje estou triste, demasiado triste pela perca de um amigo que desistiu de viver...e tal como na foto que puseste no teu post também ele escolheu a linha do comboio como fim...sem explicações ficamos todos nós que gostavamos dele apenas ficando a ideia de que a infelicidade lhe roubou a visão...

6:48 da tarde  
Blogger Only Rose said...

Não sabe o quanto me entristeceu o seu último escrito!...Tal e qual o meu dilema à anos atrás... então?... a minha história não lhe ensinou nada? Ou será que realmente nós somos tão parecidos nos sentimentos que vai tomar o mesmo rumo que eu tomei? Se assim for prepare-se para viver em solidão, porque não me parece que possa esquecer este amor. Pense... pense e ouça o seu coração, pese tudo e tenha presente que quando fazemos uma escolha perdemos sempre alguma coisa. Um beijinho da amiga sincera

10:53 da manhã  
Blogger Ana said...

E nessas alturas q me fazia tao bem ibernar.Beijinhos

10:38 da tarde  
Blogger Aromas Do Mar said...

Triste, muito triste..., mas todos nós passamos por isto, uns mais cedo, outros mais tarde..., mas a perda está sp presente em nós.Mas há que fazer parte dos poucos e continuar a caminhada, e tu vais continuá-la, eu creio!
Beijo da Mar Revolto

4:09 da tarde  
Blogger Vera Cymbron said...

Hibernar não é saída! Quer na horizontalidade ou verticalidade devemos ponderar sempre as razãos da vida...
Jinhos e fica bem.

5:35 da tarde  
Blogger Caliope said...

Enquanto se consegue sentir, vive-se.
Quem escolhe a anestesia d ador, sobrevive.
Não preciso questionar qual delas é a forma mais verdadeira de (sobre)viver, pois não? ;-) ***
Beijo
A profundidade do desalento intensifica as palavras e os sentimentos... Todavia, fico à espera do dia em que lerei aqui neste cantinho palavras de esperança
Beijo

2:37 da tarde  
Blogger Estrela do mar said...

...por isso é tão bom sermos crianças...mas só nos apercebemos quando já não o somos...pois em pequenos temos à nossa volta quem nos ama mais...e quem mais amamos...sem pedir nada em troca...
Por isso hoje tantas e tantas vezes me apetece hibernar...ou recuar no tempo...

Tem uma boa semana.
Um beijinho*.

3:12 da tarde  
Blogger Miss Trouble said...

Talves fosse o que mais m apetecia agora, desde que qd acorda-se td estive-se resolvido!Mas como isso não acontece Hibernar não é solução.. Então bora lá encarar as cenas de frente...nem todas as fases da vida são boas né? kissssss

6:24 da tarde  
Blogger MONALISA said...

Momento agradável esta visita. Beleza nas palavras e nas imagens. Beijo

9:30 da tarde  
Blogger BlueShell said...

Nem sei o que dizer....fiquei transida!
Gostei da tua visita, Jinho, BS

12:14 da manhã  
Blogger M.C. said...

Ás vezes questiono-me por isso mesmo. Como podem duas almas aparentemente pré destinadas seguirem depois caminhos diferentes.
Como podemos então prosseguir com aquela dor invisivel que nos vai cortando a alma, que nos vai desgastando pouco a pouco, ate não sermos mais que sombras do que ja fomos..

12:05 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Transmites muito bem o que são, de facto, certos dias para todos nós. Uma amálgama de coisas ou situações indesejadas ou incómodas num tempo e em espaços que insistem em abraça-las e nós... (quase) impotentes. Mas é importante não perdermos o sentido de reacção/superação. Ou evitar... lutarmos insistentemente para evitarmos o mais possível (apesar de tudo).
Imagens soberbas. Sem dúvida...

Beijo,

Sandra
(http://www.void.weblog.com.pt)

10:59 da manhã  

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