sexta-feira, maio 06, 2005

No limite


Da resistência do teu suor, do teu nervo,
Da paciência dos teus dias, dos teus anseios,
Para atingir um objectivo que melhora o teu ego

Sair de uma curva a mais de 200 km/h
Acelerar a mais de 300 km/h e ver o túnel de visão
a reduzir-se.
precisar de concentração para saber e memorizar
todas as rectas, todas as curvas,
para antecipar a mudança certa e a travagem no limite
sentir o motor, o carro a estremecer também no limite que a gravidade permite,
os travões em brasa iluminam ao anoitecer a pista
aquilo que é um momento de prazer pode transformar-se
num exercício intenso de concentração dos sentidos
12 em 24 horas a conduzir a alta velocidade.

Aumentando a velocidade e rasgando os céus a mais de 2500 km/h
Oxigénio a 100 %, olhos no radar, no altímetro e no velocímetro
Curva descendente a 180º o peso do teu corpo aumenta aos 10 Gs
Contrair os abdominais, manter o sangue no cérebro, sentes o peso do corpo
A passar de 78 a … 780 Kg,
Inverte o sentido …alívia a pressão … respira fundo … oxigenar sem hiper-ventilar.

Qual é o teu limite ?
. . .
Saindo das máquinas, saltando novamente para a natureza

Mesmo em casa pequenos exercícios … de memória,
Em que desafias o teu ser …o teu auto-controle, hoje não me apetece fazer o jantar,
E depois arrumar a cozinha,
Os relatórios para analisar,
Vou só tomar um café e volto já, já, já …lá, lá ficou o teu limite.
Existem limites de dias, meses, anos de pesquisa, testes, análises … tudo até ao limite.
Existe o limite físico e psicológico,
Muitas das vezes escalamos uma montanha, vamos fora de estrada por esses campos e vales onde o vento e o frio dominam, a neve a ajudar, tudo para treinarmos o nosso limite psicológico.
...
Falemos de limites tão simples como mexer um dedo para clickar o rato, falar, andar,
comer,ver. Existem cidadãos que estão limitados na sua independência física.
Presos dentro do seu próprio corpo.

Porque é importante conhecermos os nossos limites … e não por a vida em risco …só para ultrapassar o limite …que depois de ultrapassado faz surgir logo …outro limite.
No entanto escalar uma montanha pode ser mais seguro do que andar de automóvel.
Bom Fim de Semana e aproveitem o que a natureza tem de bom, arejem essas cabeças
...e tenham atenção quando algo vos lembrar ... No limits

11 Comments:

Blogger Mª João said...

Olá Luís.

Pois é, os limites...mas a natureza humana é mesmo assim...sempre a testá-los, a ultrapassá-los...é inevitável...

Bom fim de semana.

Beijinhos

9:12 da tarde  
Blogger Ana said...

Hoje, mais do que nunca, sinto-me no meu limite. Sinto que ja nao sou capaz de muito mais nem de ultrapassar estes obstaculos ou limites que me barram o caminho. *

1:14 da tarde  
Anonymous umolharsobre said...

A noite sempre tão mágica, chegou em forma de nuvem negra que me turvou o olhar.
Obrigada pela partilha nestes meses de blogosfera.
Até sempre
Um beijo

4:27 da tarde  
Blogger Vera Cymbron said...

Luís, gostei das muitas noções de limite...eu às vezes evito os meus!
Jinhos

8:46 da tarde  
Blogger alfinete de peito said...

É puro viver a relação de amor-ódio que temos com os nossos limites.
Quantas vezes o aproximar da (primeira?!)meta não desperta reacções de fuga?
Ou evitamento?
Quebrar limites pode funcionar como catalisador da vida, quando nos é permitido, ou nos permitimos reflectir na conquista que fizemos. Nós lutamos pelos nossos (os primeiros?!).

Temos dito

Mercador e Grizo

11:44 da tarde  
Blogger maria l. duarte (secret) said...

Adorei o trabalho que fizeste aqui, vou ficar a meditar. Bom fim de semana

6:17 da tarde  
Anonymous karin said...

estou sem fôlego. Gostei muito da banda sonora, mas não consegui identificá-la. podes dizer-me o que é?
obrigada e beijos*

1:06 da manhã  
Blogger Lyra said...

O limite de cada um. Um texto excelente como já nos habituaste. Um abraço Luis

9:01 da manhã  
Blogger soldeinverno said...

Olá Luis...

não há limites quando se vive na sua plenitude, servem apenas para serem quebrados, ultrapassados...
Adorei o teu texto... e as fotos.... jinhuz e Volto sempre...

10:09 da manhã  
Blogger isa xana said...

tentamos ultrapassar os nossos limites, mas por vezes sentimo-nos fracos e os limites parecem-nos tão poderosos impossíveis de alcançar...

bom o teu texto;)

*

8:17 da tarde  
Blogger Cassiopeia said...

É verdade: a "alergia" do século XXI chama-se "no limite".
Ilimitada já sou eu, nem que seja apenas por ter esse conceito presente em mim - ilimitada, infinita, imortal. E é, precisamente como dizes (ou me parece que dizes) no teu texto, o corpo, a sua pericibilidade, que me pode roubar esse horizonte, e ainda bem que rouba.
"no limites to my mind, no limits to my soul" - essa é a minha divisa. E essa permanece intocada pelo tempo.
Beijos

12:54 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home