sexta-feira, novembro 10, 2006

Violência


A acção associada a esta palavra espalha-se por todo o Mundo, mais ou menos desenvolvido, com efeitos mais ou menos imediatos. Começa nos lares, invade os vizinhos, as ruas, os bairros, as cidades, os Países, o Mundo … as consciências. Estas últimas semanas foram particularmente importantes para uma análise da violência na dita “sociedade moderna”.
Bush e todo o seu staff estarão hoje a reflectir sobre o preço da violência, o peso do número de soldados norte-americanos mortos mudou a opinião da América do Norte.
Empresas americanas encerram portas no Iraque devido à falta de segurança e ao número de trabalhadores mortos.

A sociedade americana onde a circulação de armas é um negócio rentável continua bélica e com os seus valores também belicistas a fazer milhares de vitimas todos os dias. Mesmo na Europa, e em particular em França as assimetrias não só de carácter económico mas também social, levam a conflitos que são explorados por grupos de pressão, como os radicais de direita, gangs citadinos multiculturais que ao jeito do Hip-Hop vão canibalizando a cultura e todas as suas formas de expressão. Essas assimetrias levam os jovens, cujos pais têm trabalho precário ou estão desempregados, ou mesmo sem pais, a terem de dar a volta, por cima ou por baixo. A necessidade e o vício, o abandono escolar prematuro a educação feita por estatísticas, baixos índices de escolaridade … cria pessoas que se sentem desintegradas, que vêem nos pais …um exemplo a não seguir. Até que no limite do abandono, da escola, dos pais, e muitas das vezes de si próprios leva ao desespero … e necessariamente à violência.

Israel continua imparável na sua senda de destruição e com memória selectiva ao seu berço no século XX. Um estado permanentemente em guerra a destruir e esmagar outro estado que sufoca desesperado.

O mundo em si vive também a era do Radicalismo …seja a que título for, reparem temos desportos …mas têm de ser radicais, a linguagem é radical … hoje ninguém gosta seja do que for … Adora, Ama, acha o Máximo …mas o simples gostar parece não ter força de expressão para definir uma atitude positiva … ou negativa … o não gostar …é convertido em horrível, detestável … tudo no limite, do Fast Food …ao Slow Food. O que é um facto é que o mundo está mais pobre de Valores e não é a violência, nem a repressão que vão trazer um mundo melhor ou pelo menos mais consciente.

Numa semana em que a Banca Portuguesa ficou muito mal vista a meter a mão no bolso dos seus clientes (a matemática não engana) sugiro o livro do Prémio Nobel da Paz – Muhammad Yunus – O banqueiro dos Pobres, um exemplo ao mundo do conceito associado à palavra Acreditar …no ser humano.

14 Comments:

Blogger naoseiquenome usar said...

Acreditar?!
Junto-me a ti nesse esforço de ainda tentar a creditar. È preciso ter fé.
ÀS vezes é difícil.
A Europa continua a reconhecer um estatuto de par e amigo a Israel... que dizer então? (radicalizando, que se calhar talvez Hitler devesse ter dizimado mais? - desculpa a ironia estúpida).

Um bom fim de semana e um beijo.

6:40 da tarde  
Blogger Isabel said...

A violencia De todos os tipos prolifera pela extema falta de valores, as ideologias extremistas existiram desde sempre e sempre originaram violencia mas hoje em dia a violencia surge originada bor nada e sem ter sequer como base uma ideologia, por isso se generalizou, surge pela total ausencia de valores... e todo o mundo assiste e dorme sossegado como se nada tivessemos a ver com o assunto... incrivel a indiferença não é?

Agora aceita um desafio e olha para dentro de ti próprio... responde ao desafio que te deixei no meu sitio.

Ate breve.

Isabel

5:21 da tarde  
Blogger Teresa Durães said...

Nusrat Fat Ali Kahn - a música - é capaz de estar mal escrito....

Não sou da opinião da nãoseiquenomeusar.

Conheço a história de Israel. Da Palestina. E como te disse estou a escrever a tal história de conflitos em versão mundo fantástico.

Tenho os assuntos arrumados neste tipo de conflitos.

Não há maus. não há bons. Isto não é uma história de crianças onde o mal e o bem está claramente separados.

Sobretudo há interesses económicos e nenhuma vontade de acabar com a violência.

A minha história é simples na tradução destes valores.

Há pelo menos 1000 anos que estes confrontos existem.

boa noite

10:34 da tarde  
Blogger Mina said...

Infelizmente o Mundo há-de ser sempre um lugar triste e não pacífico. As pessoas assim o fazem. E enquanto as pessoas não se entenderem, nada feito.
Uma boa semana.

10:38 da manhã  
Blogger Teresa Durães said...

:)) tens razão!!!!

10:02 da tarde  
Blogger Teresa Durães said...

troquei duas frases. pelo menos já não levo feitiços!!

10:05 da tarde  
Blogger Isabel Magalhães said...

Em consciência todos têm "culpas no cartório"!








deixo um abraço.

10:05 da tarde  
Blogger Sea said...

Parece que caminhamos para um Mundo cada vez pior e mais triste. ainda ontem fiquei completamente chocada com uma reportagem que vi. Um outro tipo de violência: o abuso sexual de menores. Não há palavras. Só lágrimas, pelas atrocidades que se cometem. Quanto mais evoluimos, mais animais somos, enquanto ser humano.

Um beijo e obrigada pelo teu comentário ontem :)

3:38 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Eu já não acredito em nada... cada vez mais acredito sim que o mundo está cheio de interesses podres de gupos elitistas governamentais, que fazem o que querem com o resto do mundo.
Ninguém está impune. Todos fazem parcerias.

11:44 da manhã  
Blogger Isabel said...

Falando em violência de outro tipo acabei de criar uma personagem assassina.
Gostava de te apresentar a Ana.

Até breve

Isabel

12:04 da tarde  
Blogger KIM PRISU said...

a vida cheia de vazio... bom dia

2:25 da tarde  
Blogger Isabel said...

Achei importante comentar o teu comentário. por este teu post falar precisamente em acreditar.
Acreditar no ser humano tambem é acreditar que o pior existe, ou pelo menos pode existir.
Deixo o meu comentário no meu espaço logo a seguir ao teu.

Até breve.

Isabel

9:25 da tarde  
Blogger Memórias de Um Sorriso Luso said...

Acreditar é estar no terreno e assistir, e acreditar no que se vê, no que se sente na pele,e o que se retira da pele dos outros...

vou ler o resto do teu blog :)

10:22 da tarde  
Blogger KIM PRISU said...

Vernissage… não quer dizer exposição… (em português traduz se pela palavra inauguração) mas a palavra quer dizer envernizar, foi me contado pelo meu professor que quando o mestre apresentava a obra ao comendatário ou o publico quando se começava a dar verniz e em França ficou nos tempos ditos modernos como o primeiro dia da exposição. Aqui é o título da exposição e é da autoria da organização…
Boa noite e obrigado pela visita …. E prefiro o cheiro do verniz que o da pólvora….

8:59 da tarde  

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